Nossos piores dias

Existem aqueles dias que nós imploramos a cada minuto para acabarem logo. Aqueles dias em que o riso sai fácil, outros em que você sente que acordou com o pé direito, mas tudo dá errado, não é? Dias que só são dias, dias que marcam, que viram tatuagens, desabafos e alvo de recordações, sejam elas felizes ou tristes. Naturalmente,  existem os dias que você classifica como os piores da sua vida, existem as noites que entram na lista de marcantes, tempestades ou garoas que são contadas com um aperto no peito. Nós sabemos que é assim, afinal, é a vida e seus altos e baixos, é o que todo mundo diz. Só que sabe o que me dá medo?

 Os dias em que você simplesmente não consegue classificar, não estou falando de entre estar bem ou mal, mas sim do quão ruim tudo está, é um grito que não sai, um choro que já não rola mais e o sorriso que aparece sem que você saiba como, afinal, saber de algo nesses dias inclassificáveis, é luxo. Como sempre digo, não ter controle da medo, não saber definir ou como lidar, é louco demais pra enfrentar. A gente só espera, lá no fundo, que algo dentro da gente mude, nem que seja algo pequenininho e implora pra dor ir dar uma volta rápida para pelo menos sabermos novamente como é respirar direito, porque às vezes, da saudade de fazer simplesmente isso. O que não podemos, de jeito nenhum, é fugir de sentir. Vai doer, vai aliviar, vai chorar, vai sorrir. Parece melhor,  mas que nem eu li uma vez: triste é não sentir nada. É justamente o nada que assusta.

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