14/09/2015

Dica de filme: Selma - Uma Luta pela Igualdade


É provável que para a maioria do público, a princípio, Selma não se destaque entre tantas cinebiografias lançadas nesses últimos meses. Então, o que faz do longa diferente dos outros? É difícil achar apenas um motivo. O período da história que ele traz já é interessante, sem dúvida alguma, mas sabemos bem que isso não é garantia para tornar um filme realmente bom. A questão é, que os vários aspectos com os quais Selma foi desenvolvido, em conjunto com a diretora Ava DurVenay e seu elenco, resultaram em um filme capaz de despertar diversas emoções e questionamentos, além de não mostrar o protagonista, Martin Luther King, Jr, interpretado por David Oyelowo, de forma inabalável, não foca só nas conquistas e discursos que conhecemos, e sim no processo penoso pelo qual não só ele, mas todos os aliados, enfrentaram para defender seus ideais.



O direito do voto aos cidadãos negros é basicamente o enfoque do filme, cheio de diálogos políticos, mas não deixe de prestar atenção no fato de que Selma vai além de política. Particularmente ,creio que é importante aproveitar todos os pontos que esse tipo de filme nos traz, para refletir não só sobre a história, mas a sociedade em si. Continuando, nessa luta pelos direitos dos cidadãos negros, existe a necessidade de planejar algo que realmente seja diferente, chamando a atenção do presidente e da população. É nesse cenário, que a marcha histórica pelos direitos de voto retratado no filme ganha vida, tendo o ponto de partida Selma e com destino a Montgomery. 


O episódio é marcado por inúmeras discussões, conflitos e dúvidas entre todos, tanto o presidente e os governadores, quanto o líder do movimento Martin Luther King Jr e seus aliados, são colocados em situações complexas em que precisam tomar grandes decisões que podem alterar o rumo da história. Durante o filme é difícil respirar, uma grande onda de informações e detalhes são mostrados do início ao fim, questões com família, amigos, agressões físicas e psicológicas, mortes, dúvidas, pressão, racismo, vontade de mudança, debates políticos e lembranças históricas são colocados no filme de maneira muito forte. Não ligo muito pra spoilers, mas em relação a esse filme, prefiro não comentar muito, porque assim como outros que já apareceram por aqui, vale muuuuuito a pena ir assistir.



Recomendo muito, particularmente, é o tipo de filme que eu poderia assistir mais de uma vez, sem nenhum esforço. Veja abaixo um vídeo com a música Glory, que faz parte da trilha sonora do filme:

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