Filmes: O Doador de Memórias


"Era a vida, ela parecia mais completa, quanto mais eu experimentava, mais eu queria."
Logo no início do filme, percebemos o incomum preto e branco que pelo menos na minha opinião, deixa ainda mais forte a ideia das pessoas não terem sentimentos em uma sociedade aparentemente ideal, onde elas são encarregadas de funções específicas pelo sistema, que controla absolutamente tudo. Nessa realidade totalmente controlada, não existem as guerras, doenças, brigas, lutas, vitórias, esperanças, o racismo ou o amor, essas coisas foram excluídas da vida de todos. No entanto, as pessoas mostram-se satisfeitas com a situação, pois não possuem suas memórias, então não conhecem o mundo de outra forma, sendo assim, não podem questionar o que o sistema diz que é certo.

Nessa história, que é baseada no livro “O Doador” de Lois Lowry, apesar de todos não possuírem memórias, existe uma pessoa que é encarregada de armazená-las, chama-se recebedor de memórias (Jeff Bridges), isso é visto como uma forma de poupar os habitantes de viverem em um mundo como nós conhecemos. Ele pode dar conselhos e tem acesso a todas as memórias, porém, ele não deve compartilhar com ninguém suas informações. No entanto, Jonas é escolhido para esse cargo, isso transforma o personagem de Jeff Bridges em doador de memórias, ele começa a mostrar para Jonas (Brenton Thwaites), situações do passado que abrem os olhos do garoto em relação a comunidade onde vivem. É neste momento que as cores começam a fazer parte do filme, vemos as coisas pelos olhos de Jonas, que busca quebrar o sistema tentando devolver a memória para as pessoas, mesmo que para isso precise ir contra tudo o que sempre achou certo.

       

Admito que escrever sobre O Doador de Memórias não é muito fácil, pois acredito que ele teria todos os elementos suficientes para ser um filme incrível e se destacar entre aqueles que são usados para comparações como Divergente e Jogos vorazes, mas infelizmente, para quem gostou tanto da ideia do filme quanto eu, faltou algo essencial: explorar melhor a história. Sabe aquela sensação de que a ideia é boa, mas infelizmente foi apresentada de uma forma um pouco fraca? É exatamente o que senti assistindo. Apesar disso, confesso que adorei o filme, os debates do motivo das memórias terem se perdido ficam faltando, mas apesar de qualquer ponto negativo, a mensagem consegue ser passada e sua estrutura, mesmo que frágil em alguns pontos, consegue conquistar o público, alguns de uma forma fraca, outros de maneira mais forte. Sem dúvida alguma, o mérito dele fica por conta de despertar questionamentos sobre nossa visão do mundo, vale a pena assistir.

Veja abaixo o trailer:

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2 comentários

  1. O que teria dentro da Cabana no final do filme ? Esse seria meu maior questionamento ! Por favor, me conte o que acha. Como não visito esse site sempre, mande-me um email, por favor. ldias.eng2014@gmail.com, desde já agradeço !

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