28/08/2015

Hora de partir

Como adivinhar o resultado de algo, que pode ou não acontecer de inúmeras formas? Não tem como, é difícil acertar até mesmo quando a intuição fala alto, nem adianta vir bater o pé e fazer bico, ler horóscopo, fazer joguinho consigo mesmo ou forçar simplesmente estar ali na hora certa, porque às vezes, o tempo traz tudo à tona e principalmente, em alguns momentos ele traz para te mostrar que é preciso ir embora de uma vez. Exatamente, simplesmente ir. 

Descobri isso da pior forma, é cara, eu comprei a passagem, fui ao aeroporto e vi aquele avião levar tudo. No meu canto, observei absolutamente tudo ser levado, minhas grandes bagagens estavam de partida e eu também, mas seguimos por caminhos opostos. Poderia ter sido como aqueles momentos famosos nos filmes, onde uma grande cena acontece no reencontro e as coisas mudam - aí agora provavelmente eu estaria fazendo um texto bonitinho, ou não, porque prometi parar com isso – mas para a minha surpresa, naquele momento, o grande acontecimento foi ver que eu queria te deixar partir e ao mesmo tempo, ver o que eu achava ser uma grande parte de mim, ir embora junto, não precisei nem decolar pra fazer isso. Só sei que assisti, da primeira fila, um ciclo se acabar de uma maneira que nunca imaginei ser possível. 

Não sei quantas vezes já falei isso, principalmente pra você, mas é engraçado como a gente idealiza ou questiona tanto algo, pra depois olhar pra trás e ver que não é nada demais. Durante quatro anos antes desse dia, eu imaginei que meu coração fosse acelerar a boca secar e o ar simplesmente sumir, imaginei abraços, choro, sorriso, qualquer coisa, menos aquele olhar de quem queria sorvete e encontrou feijão. Tem um texto que fala sobre não ter choro, não ter drama, nem nada do tipo, a não ser a certeza de que o tempo passou, não me lembro de quem escreveu, mas anota aí, essa foi pra gente!

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