Foi sem querer querendo...


Quero falar de algo simples, pois nesse momento não há espaços para comparações ou questionamentos sobre o motivo de tanta comoção e atenção com o que aconteceu na última sexta-feira (28/11), não se trata disso. Trata-se de sentir, assumir e de querer lembrar de séries que nos acompanharam durante muitos anos e que continuam acompanhando muita gente.

                         

Como podemos ficar questionando como as pessoas se sentem com a perda do criador e protagonista dessas séries? Não importa o que seja, o tamanho da dor ou a ausência de preocupação com a perda de Roberto Bolanõs, que morreu com 85 anos, deve ser respeitada. Ele já foi ator, comediante, compositor e produtor, entre todos os seus trabalhos, ganhou grande reconhecimento principalmente por Chaves (El Chave del Ocho) e Chapolin (El Chapulín Colorado), que marcaram inúmeras pessoas, conquistaram vários fãs e que com certeza, são causadoras de sensações nostálgicas ao serem lembradas.
                     
                     

Por mais que existam inúmeras críticas relacionadas a cada significado que pode ou não ter na série Chaves, é fato de que ela consegue até hoje entreter e fazer rir, no Brasil por exemplo, ela é exibida desde 1984 e até hoje muita gente assiste. Já os personagens, fáceis de serem relacionados com pessoas do cotidiano, fazem com que a série se destaque. O carinho por ela ou até mesmo pela lembrança de assisti-la, dificilmente será apagado. Não é pelo sentimentalismo, pelas coisas em comum com alguns personagens, seja de Chaves ou da série do’ herói desastrado’, é só por saber que o trabalho de Roberto Bolaños marcou gerações, seu humor pode ser apreciado em diversos países e por diversas idades. Aprendemos coisas com essas séries e se não, nos divertimos bastante assistindo. Sem dúvidas seus trabalhos ainda conquistarão mais gente, tem coisa que merece ser recordada e guardada com carinho, mesmo que agora no caso, doa mais um pouquinho de lembrar.

Só para resgatar algumas lembranças mais um pouquinho, veja abaixo o vídeo do Canal Nostalgia sobre Chaves e também um vídeo da música Se Você é Jovem Ainda.

Vídeo do Canal Nostalgia:




Música: 

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2 comentários

  1. Parabéns pelo texto,Nathália!Está escrevendo muito bem!Gostei em absoluto.Seu blog está bastante afinado também!. Em um cenário televisivo e cinéfilo cada vez mais pobre culturalmente, em que fazer humor tornou-se sinônimo de pornografia leve, é encantador o efeito ingênuo e a originalidade da série. Claro que produção já não havia,mas a imagem permanece. Como se Rembrandt,Picasso ou Monet pintassem um único quadro como herança à arte. Qual seria o valor para cada qual?Bolaños foi um único quadro, fragmentado em dezenas de personagem. Qual será o valor?

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  2. Agradeço muito pelo comentário! Fico feliz que tenha gostado, sem dúvida alguma concordo com sua opinião sobre o assunto do texto, é por esses motivos que citou e por alguns outros que os trabalhos de Bolaños tornaram-se tão marcantes. Pelo menos na minha opinião, o valor dele é enorme, mesmo que ainda seja questionado por muitos.

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