A Culpa é das Estrelas


A Culpa é das Estrelas foi escrito por John Green e lançado em 2012, com o título original The Fault in Our Stars. Em Junho desse ano,  ele foi adaptado para o cinema e acabou conquistando mais pessoas que ainda não conheciam a história. Tanto o filme, que foi dirigido por Josh Boone, quanto o livro  são ótimos, o melhor é que essa adaptação não decepciona quem leu o livro antes de assistir. Faltam algumas partes da obra, mas não dá para negar que é um filme fiel. Não preciso dizer isso, eu acho, mas é claro que o livro conta com um número maior de detalhes, que tornam as situações mais intensas, porém, o filme consegue trazer toda a emoção que envolve o pequeno infinito de Hazel Grace e Augustus Waters.


Na história, temos  Hazel Grace Lancaster (no filme interpretada por Shailene Woodley), que é uma adolescente que foi diagnosticada com câncer aos 13 anos e que ganha uma certa estabilidade por causa de  uma droga experimental, que funcionou com apenas algumas pessoas. Sua médica e sua mãe aconselham que ela vá ao grupo de apoio, lá ela acaba conhecendo Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz com câncer que acaba mudando totalmente a vida de Hazel. Por mais que ela se ache uma granada e tenha receio de não conseguir poupar muitas pessoas dos efeitos de quando explodir, o envolvimento com Gus é inevitável, essa relação é  algo simplesmente cativante, seja lendo ou assistindo.  Os dois ficam muito ligados e passam por diversas coisas juntos, por momentos incríveis, mas também por alguns extremamente ruins.

Esses são alguns trechos do livro:

“Olhei na direção do Augustus Waters, que me encarava. Dava quase para ver através dos olhos dele, de tão azuis.
— Vai chegar um dia — eu disse — em que todos vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui — fiz um gesto abrangente — vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos, e vai haver outro depois. E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. Deus sabe que é isso o que todo mundo faz.”

— Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.”

“Parecia que tinha sido, tipo, há uma eternidade, como se tivéssemos vivido uma breve, mas infinita, eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.”

É uma história que te envolve, para quem gosta desse tipo de livro/filme, vale muito a pena conhecer! E talvez outro livro do John Green,  que se chama Cidades de Papel que já teve resenha aqui no blog, também ganhe adaptação para o cinema. Abaixo, veja o trailer de A Culpa é das Estrelas:

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2 comentários

  1. Oi, gostei do seu blog, Parabéns!
    Deixe um comentário no meu também: http://viciodelerlivros.blogspot.com.br

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