Eu li: O Vendedor de Sonhos - O Chamado por Augusto Cury

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Sinopse: Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício Global. Com uma eloquência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou um louco? Este é uma romance que nos fará rir chorar e pensar muito.









Olá leitores do blog On The Road! Meu nome é Bruna Cardoso. É um prazer poder contribuir com o blog da Nathália. Somos amigas e estudamos Jornalismo juntas. Colaborarei com resenhas de livros a cada quinze dias. Ou seja, espero que consigam se acostumar com a minha escrita longa, mordaz, dadaísta e criteriosa.

Quer dizer, isso tudo é mentira. Como uma escritora em construção, continuo aprendendo e a gentileza e humildade fazem parte dos meus textos. Mas quem sabe, mais para frente, eu possa ser um pouco mordaz, não é mesmo?
Espero que gostem!



Eu nunca fui de ler livros com temas que seguem a linha de O Vendedor de Sonhos, é verdade. Livros que refletem o mundo contemporâneo, a sociedade em que vivemos e que pede ao leitor para fazer reflexões subjetivas. Encontrei-me em uma fase dos meus dezessete anos em que precisava de algo concreto e não somente fantasias. E a primeira escolha foi essa magnífica preciosidade do aclamado Augusto Cury. No início senti certo receio, pois mesmo que as críticas fossem favoráveis, o livro era muito conhecido por intelectuais e cristãos e eu nunca fui o tipo de garota que conversa seriamente sobre temas espirituais ou católicos, mesmo sendo praticante do catolicismo. Enfim, vamos lá!

As primeiras páginas já tratam de um assunto que eu particularmente adoro especular. O suicídio. Sim, e por que não? Ora, do mesmo jeito que podemos falar de fé, também podemos falar de suicídio. E foi com esse pensamento que Augusto conseguiu criar um cenário sobre um dos temas mais subjetivos da nossa existência. Por que tirar a própria vida? Você sabia que tirando a sua vida, quem morre é a sua mãe, seu pai, sua mulher, seu irmão? Tirando a própria vida, você vai passar uma borracha em todo o seu passado, em todas as memórias, em todos os sentimentos bons que os que te amam sentem. Você quer isso? O Mestre consegue convencer um homem a desistir de tirar a própria vida. Isso é grande! E é como ele mesmo diz, nossa vida é repleta de excessos. Excessos de ansiedade, de estresse, de angústia, de ignorância. Vamos impregnar alguns manifestos. O manifesto da gentileza, da humildade e dos sorrisos. Em cada página o autor expõe alguma reflexão. Em cada página! Mesmo! E por isso temos um leque de opções para incrementar em nossa vida. E talvez tenha sido isso a receita do sucesso.


Generosidade é uma palavra que habita os dicionários, mas raramente o coração psíquico.”



O mais bacana de toda a história é a analogia. O homem desconhecido ser o Sócrates contemporâneo, pregando o que sabe nas praças e ao ar livre e conseguindo seguidores. Mas também gosto de comparar o “Mestre” com Jesus Cristo. Afinal de contas, Jesus também conseguiu seguidores, estes os apóstolos, e assim sendo conseguiu pregar de uma forma menos direta seus ensinamentos, conseguindo seguidores e isso perpetua até os tempos atuais.

Além de escritor, Augusto Cury também é médico e psiquiatra. Suas palestras não te deixam dormir, pois ele consegue, como o Mestre, entrar em nossas mentes com a nossa permissão e colocar sementes de ideias nelas. Não é incrível? Precisamos urgentemente dele na nossa Bienal que acontecerá agora em Agosto! No livro ele também faz críticas ao consumismo e aos estereótipos da beleza. Dois assuntos explorados de forma direta e que conseguem mudar certos conceitos que eu tinha antigamente. É como disse uma vez o cantor Pierre Bouvie da banda Simple Plan na música Crazy: “Me diga o que há de errado com a sociedade, quando todo lugar que olho, vejo garotas jovens morrendo para estarem na TV. Elas não pararão até alcançarem seus sonhos”.

Vemos que os seguidores do Mestre são pessoas que já desistiram e perderam o encanto pela vida. Pessoas que de alguma forma sofreram e que encontram no Mestre uma forma de se livrarem dos seus males, mesmo que a política, a mídia e todo o resto continuem impregnando as mentes humanas. Pode não parecer, mas sempre somos coagidos a fazer algo de acordo com o que vemos. Somos alienados, é a verdade. Usamos o senso comum, ao invés do senso crítico. Compramos aquilo não porque precisamos, mas porque queremos ter. Sentimos inveja, mas a inveja é quando eu desejo que aquela pessoa deixe de ter o que tem. Não valorizamos nossos idosos, porque não vemos a experiência que eles emanam, mas vemos pessoas que viraram estorvos ao longo do tempo e só nos dão trabalho. Por que escolher trabalhar se podemos passear com a família? Porque precisamos de dinheiro, certo? Mas dinheiro é só papel. Pode ser rasgado e mesmo assim vivemos para ele. Isso é o capitalismo. Por exemplo, eu não gosto de vender a minha mão de obra pra sociedade. Conhecimento não se vende, mas, infelizmente, é assim que acontece.

Pelo visto eu só divaguei sobre alguns temas tratados no livro, não me levem a mal, mas O Vendedor de Sonhos é para ser discutido. Enfim, esse é o primeiro de uma trilogia, mal vejo a hora de poder ler os outros dois, pois quando você termina, a vontade é de ler o restante na mesma hora. Augusto tem dessas coisas, ele é rápido, objetivo e simples. A leitura não é enjoativa, pelo contrário, você quer devorar o livro, mas as reflexões fazem com que você pare e repense alguns conceitos. E esse talvez tenha sido o fator negativo do livro. Porque na pressa para terminar de ler, o fato de ter que parar para refletir sobre certa frase e ler ela novamente, atrapalha o entendimento das coisas. É claro que só é afetado quem não tem um conceito pronto sobre determinado assunto. De resto, como dizem os jovens, tá de boa. São quase trezentas páginas de puro conhecimento!

 
“Mas a vida me ensinou...”



Quem é viciado por livros, como eu, sabe muito bem que é muito difícil emprestar aquele livrinho que você tanto adora, mas com O Vendedor de Sonhos: O Chamado a vontade é outra. A sensação é de poder compartilhar todos os ensinamentos de Augusto Cury, a vontade é de emprestar pra qualquer pessoa que esteja enfrentando problemas ou que só queira ter uma boa leitura de fim de tarde, a vontade é de dar de presente pra qualquer um que ainda não conhece as maravilhas do mundo e as suas atrocidades. 

Com O Vendedor de Sonhos todos os tipos de reações e emoções te atacam. Em uma hora você lê calmamente enquanto reflete, na outra você chora e esmurra o livro (não faça isso por favor, o livro merece a sua compaixão, ao invés disso, esmurre o seu travesseiro ou quebre o celular) e por fim fica tão eufórico com o final que o contentamento não cabe só em si, você vai precisar contar pra todo mundo. Leia, releia, compartilhe e mostre ao mundo a beleza de seguir o Mestre. 

Características detalhadas:

Altura: 23 cm.

Largura: 16 cm.

Edição: 2008

Idioma: Português

País de Origem: Brasil

Número de Paginas: 296


 
 
 

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