15/07/2017

Espelho

A fragilidade me pegou, dançou comigo e me mostrou, de uma forma cruel o quão forte ela pode ser. Quem diria? Nunca imaginei tanta força. Jamais pensei sobre a dolorosa queda como sua consequência. Me lembrei que ela faz parte de toda essa vida que a gente luta para que seja o mais bonita possível, mas às vezes, esquecemos que em um segundo tudo pode mudar.

Reconhecê-la, certas vezes, é tão difícil, confuso e agoniante. Ah, medo e você? Não te quero, mas você vive mim. Está na falta de ar. Está na lágrima e até mesmo no riso. Não é clichê, é vontade de gritar pelos quatro cantos "calma", mas saber que o mundo não para por algumas horas, semanas, meses ou anos para que encontremos nosso caminho.

O que você vê? O que você queria ver? O que você precisa ver? São respostas distintas? Já não sei mais. É confuso como pensamos que vamos fazer algo fielmente, que vamos seguir A, B, C e D, aí um belo tempo depois, estamos dizendo em conversas de bar "Quem diria que eu estaria fazendo isso?", é, a graça está aí, mas assusta um pouco, entre os altos e baixos, o baixo pode parecer sufocante demais para um sopro que te leve para cima.

Eu vejo o brilho, não adianta o quão escuro esteja, eu ainda vejo. Vejo a animação, vejo a coragem. Vejo tanto. Espelho, às vezes você me agonia, mas verdade é que é necessário lembrar que o mundo realmente não acaba hoje e eu também não.

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